O Fantástico Cérebro Humano e o Processo de Aprendizagem

Como funciona o cérebro humano

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Na face da Terra, existem apenas dois itens capazes de realizar o processamento lógico: o computador e o cérebro humano. Embora o primeiro seja muito rápido, ele é um idiota. Em contrapartida, apesar de extremamente lento, o segundo é um gênio. Em resumo, tem-se um idiota rápido e um gênio lento. Evidentemente que existem pessoas lentas e tolas, mas esses são casos particulares.

O grande problema é que as pessoas estão habituadas a utilizarem o computador de maneira não inteligente, fazendo com que o cérebro siga o mesmo caminho. É preciso ter cuidado, pois atualmente, a tecnologia está retirando atribuições que deveriam pertencer ao cérebro, por exemplo, se o sistema sofre uma falha em um supermercado, o atendente pode ser incapaz de calcular o troco sozinho. Outro bom exemplo é o uso assíduo do GPS, fazendo com que o indivíduo desaprenda a como se orientar devido à perda de raciocínio. Por tudo isso, deduz-se que, naturalmente, o gênio é infinitamente superior ao idiota.

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Alunos de um curso de Ciência da Computação calcularam que para construir o hardware de um cérebro seria necessário ligar em rede, aproximadamente, 15 mil computadores de última geração. Colocar esse total de computadores em 1,5 l, volume correspondente ao cérebro, demanda muito esforço por parte da nanotecnologia. Numa conta rápida, se considerarmos 15 mil computadores a $100 cada um, teríamos que se um cérebro humano fosse construído, ele teria o valor aproximado de US$ 1,5 milhões, apesar disso, todas as pessoas possuem um, concedido sem custos. A princípio, todos os indivíduos são gênios, entretanto, essa máquina chamada cérebro tem um problema: ela não vem com manual de instruções.

Para programar o cérebro é preciso usar uma linguagem de programação já conhecida por todos: a linguagem falada. O ser humano não fala porque pensa, mas pensa porque fala. A maneira com a qual o indivíduo fala é o modo como ele pensa. Isso apresenta uma consequência muito perigosa, já que quem fala errado, pensa de uma forma igualmente equivocada. Errar, neste caso, não significa falar “nós vai” ou “a gente somos”. O erro é tratar sinônimos que existem, ou seja, ocasionalmente as pessoas tendem a acreditar que duas coisas são idênticas, quando, na verdade, elas são exatamente o oposto.

Sistema límbico e cerebelo

O maior equívoco que um aluno brasileiro pode cometer é estudar para uma determinada prova, quem estuda para uma pode até conseguir ir bem nesse exame, ser aprovado para o próximo ano letivo, e obter um diploma, mas é incapaz de aprender. É por essa razão que o sistema educacional brasileiro é péssimo, mesmo motivo pelo qual um estudante de medicina completa seis anos de graduação e, uma vez formado, ainda tem de fazer cursinho para ser aprovado no exame de residência. Seguindo a mesma lógica absurda, o estudante leva cinco anos para concluir o curso de Direito e ainda tem que realizar um curso preparatório para ser aprovado no exame da OAB. Trata-se de pessoas que estudam para a prova e não para aprender.

Se uma escola marca uma determinada prova para a manhã de quinta-feira, por exemplo, o aluno normal começará a estudar na quarta à noite, faltando poucas horas para a prova. Geralmente, esse tipo de aluno pergunta à professora da aula atual, se ele pode usar o horário para estudar para a prova que será aplicada no período seguinte.

Todos os alunos preferem estudar durante o período mais próximo possível da hora da prova para que não haja risco de esquecer o conteúdo. Desse modo, as boas notas são conquistadas, mas o conhecimento se esvai. Para estudar corretamente é preciso usar o cérebro.

Basicamente, o cérebro pode ser dividido em três partes: cerebelo, sistema límbico, e córtex. Todo o conjunto agrega os 15.000 mil computadores mencionados anteriormente. O conhecimento armazenado no cerebelo e no córtex jamais é esquecido. Já aquele depositado no sistema límbico é esquecido com muito mais facilidade.

Tudo o que for repentino, como o conhecimento adquirido momentos antes de uma prova, é guardado no sistema límbico. Enquanto isso, o cerebelo armazena todas as informações relativas ao equilíbrio, como aprender a andar de bicicleta. Uma informação pode ser retida pelo sistema límbico durante segundos, minutos, ou até horas, mas jamais se estenderá por dias. Isso porque o conteúdo desse sistema não sobrevive a uma noite de sono.

Toda informação recebida pelo indivíduo está condenada a ser deslocada ao sistema límbico a menos que se use uma técnica especial. No mesmo dia em que uma determinada informação for recebida em sala de aula ela deverá ser trabalhada ativamente pelo aluno (com um lápis ou caneta) como estudante (indivíduo sozinho). Vale ressaltar que tudo isso só é válido se realizado durante as 24 horas que compõem o dia. Exclusivamente durante o sono, a informação é copiada do sistema límbico para o córtex, local no qual o conhecimento permanecerá em definitivo.

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